Como planejar a compra da casa própria: 6 conselhos simples! Blog Mais Valor

20/08/2021, atualizada em: 18/10/2021

Como planejar a compra da casa própria: 6 conselhos simples!

O sonho da casa própria é algo que para muitos é construído desde a infância, e é um símbolo de independência e chega até mesmo ser um objetivo de vida, porém pode ser considerado distante da realidade de diversos brasileiros.

Mas você já pensou em como planejar a compra da sua própria casa? A compra de um imóvel requer muita disciplina e paciência, além, é claro, de um cenário econômico favorável para aproveitar as oportunidades de créditos que possam surgir no meio do caminho.

Para te auxiliar no sonho de adquirir sua casa própria, criamos um guia com 6 passos simples que irão desmistificar e ajudar na sua organização financeira. Veja só:

Analise seus hábitos financeiros

Antes de partir para a ação, veja como está sua situação atual. Isso é o mais importante no momento. Reveja seus gastos: com o que você mais gasta, com o que menos gasta. Coloque na ponta do lápis para onde vai seu dinheiro.

Engana-se quem pensa que é preciso ter uma conta cheia de dígitos para ter um lar para chamar de seu. O que é preciso, na verdade, é ter um planejamento financeiro. Disciplina é a palavra-chave para isso!

Primeiro pesquise sobre onde você deseja morar, se é compatível com seu estilo de vida e com seu bolso e se há a possibilidade financiar. Em seguida comece a poupar. O ideal é tentar poupar até 30% da sua renda mensal.

Mas como ter um planejamento financeiro? O que considerar?

Despesas básicas:

  • Aluguel
  • Água
  • Luz
  • Gasolina
  • Condomínio
  • Alimentação
  • Cartão de crédito
  • Planos de celular, TV e internet

Rendimentos eventuais:

  • Bônus salariais
  • Rendas extras
  • Comissões

O que pode ser poupado:

  • Planos de internet e telefone mais em conta
  • Redução do uso do cartão de crédito
  • Usar meios de alternativo de transporte
  • Trocar almoços em restaurantes por marmitas
  • Aluguel mais em conta, se possível

Pesquise sobre o mercado imobiliário

É muito importante entender o mercado imobiliário para entrar nele. Qual tipo de imóvel deseja comprar? Casa, apartamento, terreno, imóvel em planta? Tudo isso precisa ser pré-definido antes pelo futuro comprador.

Além disso, é preciso:

  • Pesquisar imóveis que tenham valores compatíveis com a renda familiar
  • Definir quais sãos os objetivos a médio, curto e longo prazo
  • Estimar quais são todas as despesas envolvidas na aquisição do imóvel

Comece a juntar dinheiro

Após seguir os passos anteriores, é hora de colocar em prática as dicas. Crie um orçamento que seja compatível com sua realidade. Analise todos os gastos mensais, variáveis ou não - como citado anteriormente - e veja o que é essencial e o pode ser poupado. A partir daí poderá fazer mudanças efetivas para alcançar seu sonho.

Realizando o controle financeiro do que gastar, é possível verificar, por exemplo, se as parcelas do financiamento serão muito altas para o padrão familiar; se os gastos com idas a restaurantes comprometem muito os rendimentos, se o pagamento de dívidas é grande parte do orçamento, onde será mais fácil de economizar, etc.

Incentive sua família

Já ouviu falar que duas mentes pensam melhor que uma? Então, porque não juntar toda a família para pensarem juntos no futuro da casa própria?!

Para que seu esforço faça mais sentido, incentive a sua família a fazer parte do planejamento financeiro e a entender o mercado imobiliário. Assim, todos podem economizar, ou mesmo que não participem ativamente, é importante que estejam a par da situação. Vale a pena tentar!

Utilize seu FGTS

Utilize a lei a seu favor. O FGTS pode ser retirado para comprar ou construir um imóvel residencial, para amortizar ou liquidar o saldo devedor ou quitar sua dívida para a compra ou para pagar uma parte do valor das parcelas.

E o que é necessário para isso? Três anos de carteira assinada, recebendo FGTS, mesmo que em empresas diferentes, fora isso, o comprador não pode ter financiamento aberto no Sistema Financeiro de Habitação.

Também não pode ser proprietário de nenhum residencial urbano. Quando se é solicitado o saque do FGTS, o funcionário não pode estar com pagamento de parcelas atrasadas do financiamento e ser titular do financiamento, caso pretenda usar o dinheiro do fundo para pagar parte do valor das parcelas.

Além disso, quem está pensando em economizar para juntar dinheiro usando o FGTS, precisa entender que há algumas regras, sendo:

  • O valor do imóvel não pode passar de 1,5 milhão de reais.
  • Se for para construção, o terreno deve ser de propriedade de quem vai sacar o FGTS.
  • O imóvel deve ser urbano e destinado a moradia.
  • A Caixa Econômica Federal faz uma avaliação do imóvel, antes da liberação, para atestar se há condição de habitação.

Atenção aos documentos do imóvel! Ele deve ter o devido Registro de Imóveis e não pode ter nenhum registro de gravame, algo que impeça sua comercialização.

E como sacar o FGTS? Consulte seu saldo de garantia e separe a documentação necessária:

  • RG
  • CPF
  • Extrato da conta do FGTS
  • Declaração completa do Imposto de Renda
  • Certidão de casamento ou de união estável (se for o caso)

Em seguida, procure a Caixa Econômica Federal para apresentar a documentação e verificar a possibilidade de uso do benefício.

Conte com ajuda para comprar a casa própria

Para conquistar um imóvel próprio é importante avaliar se vale a pena pedir crédito para realizar a compra e qual modalidade escolher.

Nesse contexto as melhores alternativas de crédito são o consórcio, crédito consignado ou ao programa de habitação popular do governo federal, Casa Verde Amarela, que tem as seguintes regras:

“Para que uma pessoa consiga o benefício habitacional é necessário que a renda familiar mensal seja de no máximo R$ 7.000 para aqueles que vivem nas áreas urbanas e de até R$84.000 por ano para as famílias de áreas rurais”, Poder 360.

Nesta conta não serão inclusos os valores recebidos por auxílio-doença, auxílio-acidente, seguro-desemprego, BPC (Benefício de Prestação Continuada) e do Bolsa Família.

Se você não se encaixar no perfil, pode contar com uma das duas opções abaixo:

Crédito consignado

O crédito ou empréstimo consignado é uma opção de crédito exclusiva para pensionistas do INSS, militares das forças armadas, trabalhadores com registro CLT de empresas privadas e servidores públicos.

Ao realizar a aquisição do empréstimo consignado, o contratante autoriza que a instituição financeira desconte as parcelas de quitação diretamente na sua folha de pagamento ou benefício, reduzindo as chances de inadimplência.

É por esse motivo que as taxas do crédito consignado são bem atrativas. Para você ter ideia, enquanto a taxa média de juros do consignado vária entre 20% e 35% ao ano, modalidades mais convencionais chegam a bater a marca dos três dígitos, como é o exemplo da taxa rotativa do cartão de crédito, que pode chegar a cerca de 283% ao ano.

Para determinar o valor máximo do crédito dado ao cliente, é obrigatório considerar a chamada margem consignável, que se refere ao valor máximo do salário ou benefício que pode ser comprometido para pagar as mensalidades do empréstimo. Esse limite hoje é de 35% da renda do contratante, segundo Lei N° 10.820, de 2003.

Consórcio

O consórcio é uma modalidade de compra programada, em que um grupo de pessoas (físicas e/ou jurídicas) se unem para formar um fundo com o intuito de adquirir bens de mesma natureza.

Nesse caso, o fundo é administrado por uma empresa que fica responsável pela gestão dos valores, organização das assembleias e entrega da carta de crédito aos contemplados.

Por se tratar de um fundo e não empréstimo, a instituição financeira responsável pelo gerenciamento do consórcio não será cobrado juros sobre os valores, o que ocorre é a cobrança de valores como:

  • Fundo comum: o valor pago por todo consorciado para compor o fundo. A contribuição dos membros é estipulada mediante um percentual sobre o valor contratado.
  • Taxa de administração: taxa cobrada pela administradora do consórcio.
  • Fundo de reserva: fundo formado para garantir mais segurança e estabilidade ao grupo.
  • Seguro: O seguro de vida é uma precaução para consorciados ou herdeiros no caso de algum sinistro.

O Consórcio é a opção ideal para quem quer comprar a primeira casa de forma organizada, sem tomar susto com as parcelas e com a garantia de menos taxas e valores que caibam no bolso!

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Fontes:

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