Como escolher entre empréstimo pessoal, crédito consignado e consórcio Blog Mais Valor

18/05/2021, atualizada em: 20/08/2021

Como escolher entre empréstimo pessoal, crédito consignado e consórcio

Empréstimo, crédito consignado e consórcio: veja qual a melhor opção para você!

Saiba como funcionam as taxas de juros e a diferença entre cada crédito

Se você busca dinheiro para sair do aluguel, conquistar um carro novo ou adquirir bens, é importante avaliar com atenção quais as melhores alternativas de crédito para o seu perfil e principalmente, o quanto você vai pagar de juros pela dívida.

Para te ajudar com isso, preparamos uma breve explicação sobre:

  • Como funcionam as taxas de juros e, porque elas variam conforme a modalidade de crédito;
  • Como escolher a melhor opção de crédito;
  • Qual a diferença entre empréstimo, crédito consignado e consórcio.

Confira!

Como funcionam as taxas juros

De maneira geral, os juros representam a remuneração paga a quem disponibiliza o crédito. Eles têm duas classificações principais - simples e composto -, e representam taxas percentuais referentes a determinados períodos.

Os Juros simples incidem apenas sobre o valor emprestado, dessa forma se você solicitar um empréstimo é necessário considerar o valor total e a porcentagem de juros.

Por exemplo, se você pedir um empréstimo de R$ 1 mil com uma taxa de 3% ao mês, o cálculo feito é:

R$ 1.000 x 3% = R$30,00

Assim, se o empréstimo for dividido em cinco vezes você pagará:

R$200,00 (referente ao empréstimo) + R$ 6,00 (referente aos juros mensais) = R$206,00 ao mês.

Os juros compostos são os mais comuns no Brasil e estão presentes em transações como de cartão de crédito e cheque especial. Na prática, representam o valor inicial da transação + rendimento acumulado do mês anterior + taxa de juros.

Para entender melhor, vamos supor que você solicitou um empréstimo de mil reais com taxa de 3% ao mês e pretende quitar tudo em cinco parcelas.

Neste caso, o valor dos encargos, não pode ser calculado pela multiplicação de 3% vezes cinco meses, porque a cada mês o montante da dívida aumenta: se você pegou R$1 mil, em um mês você irá pagar R$1.030,00, no mês seguinte R$ 1.060,90 e assim por diante.

Outros juros para prestar atenção quando considerar opções de crédito, são:

  • Juros de mora: funcionam como um “extra” por atraso e consideram o valor do acordo + período de atraso.
  • Juros nominais: neste cálculo é considerada a inflação do momento, o valor é determinado pelas correções monetárias sobre o valor da dívida.
  • Juros rotativos: é uma cobrança extra por atraso. No cartão de crédito, por exemplo, quando o cliente não consegue pagar o valor total da fatura, a instituição pode passar o débito para o mês seguinte e cobrar juros rotativos sobre esse valor.

Como escolher a melhor opção de crédito

Agora que você já conhece um pouco mais sobre juros, fica mais fácil entender o porquê algumas dívidas podem virar uma bola de neve, né?

Outro ponto para entender porque as taxas variam, é que, quanto mais incerta for a garantia de pagamento da dívida, maior será a taxa de juros definida pela instituição financeira.

Além disso, antes de solicitar qualquer crédito é recomendado fazer um planejamento financeiro para avaliar quais as suas necessidades e oportunidades, e conhecer, pelo menos em linhas gerais, as principais alternativas de crédito disponíveis.

Empréstimo Pessoal

Se trata de uma opção de crédito bastante prática, na qual o cliente não precisa informar ao banco como será usado o dinheiro de empréstimo, além de ser necessário para a contratação, apenas a comprovação de cadastro positivo (o famoso nome limpo) e análise de score, que é uma pontuação que vai de 0 a mil e indica as chances de um determinado perfil pagar suas dívidas corretamente nos próximos 12 meses.

Além disso, é possível diminuir a burocracia e conseguir algumas facilidades de pagamento se você tiver uma boa relação com a instituição financeira. Como é o caso do Crédito Automático do Banco do Brasil, oferecido aos correntistas do BB.

Apesar da praticidade, as taxas de juros de algumas opções de empréstimo pessoal podem ser bem salgadas se comparadas a outras modalidades de crédito - como o empréstimo consignado, que vamos explicar mais para frente.

Segundo Banco Central do Brasil, a taxa de juros do crédito pessoal para pessoas físicas varia entre 9,60% e 1.528, 59% ano. Por isso, o empréstimo pessoal é mais indicado para quando houver emergências e a necessidade imediata de dinheiro.

Crédito Consignado

O crédito ou empréstimo consignado é uma opção de crédito exclusiva para pensionistas do INSS, militares das forças armadas, trabalhadores com registro CLT de empresas privadas e servidores públicos.

Ao realizar a aquisição do empréstimo consignado, o contratante autoriza que a instituição financeira desconte as parcelas de quitação diretamente na sua folha de pagamento ou benefício, reduzindo as chances de inadimplência.

É por esse motivo que as taxas do crédito consignado são bem atrativas. Para você ter ideia, enquanto a taxa média de juros do consignado vária entre 20% e 35% ao ano, modalidades mais convencionais chegam a bater a marca dos três dígitos, como é o exemplo da taxa rotativa do cartão de crédito, que pode chegar a cerca de 283% ao ano.

Para determinar o valor máximo do crédito dado ao cliente, é obrigatório considerar a chamada margem consignável, que se refere ao valor máximo do salário ou benefício que pode ser comprometido para pagar as mensalidades do empréstimo. Esse limite hoje é de 35% da renda do contratante, segundo Lei N° 10.820, de 2003.

Outra vantagem do crédito consignado, é o cartão de crédito consignado, que é semelhante ao cartão de crédito convencional, mas com o limite de crédito de 5% da renda do contratante, com as taxas de juros e facilidades de pagamento do crédito consignado.

Consórcio

O consórcio é uma modalidade de compra programada, em que um grupo de pessoas (físicas e/ou jurídicas) se unem para formar um fundo com o intuito de adquirir bens de mesma natureza.

Neste caso, o fundo é administrado por uma empresa que fica responsável pela gestão dos valores, organização das assembleias e entrega da carta de crédito aos contemplados.

Por se tratar de um fundo e não empréstimo, a instituição financeira responsável pelo gerenciamento do consórcio não cobra qualquer e juros sobre os valores, o que ocorre é a cobrança de valores como:

  • Fundo comum: o valor pago por todo consorciado para compor o fundo. A contribuição dos membros é estipulada mediante um percentual sobre o valor contratado.
  • Taxa de administração: taxa cobrada pela administradora do consórcio.
  • Fundo de reserva: fundo formado para garantir mais segurança e estabilidade ao grupo.
  • Seguro: O seguro de vida é uma precaução para consorciados ou herdeiros no caso de algum sinistro.

O Consórcio é a opção ideal para quem deseja adquirir bens, como casas, apartamentos, veículos, smartphones, etc. com planejamento e disciplina para investir a longo prazo.

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Fontes:

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